sábado, 27 de abril de 2013

Brasil cai 25 posições em ranking mundial de crescimento econômico

pib mundial

    O Brasil caiu 25 posições em um ranking que mede o ritmo de crescimento do PIB (produto interno bruto) de 166 países, elaborado com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).

    Com uma expansão de apenas 0,9% na economia no ano passado, o país ficou em 128º lugar. Em 2011, estava em 103º, após uma alta de 2,7% no PIB.

    Nos últimos 20 anos, somente três vezes o Brasil esteve em uma colocação pior do que a atual: em 1998 (quando ficou em 141º lugar), em 1999 (138º) e em 2003 (141º).

    O ranking considerou apenas os países que forneceram os dados para todo o período examinado (1993 a 2012). Os números se referem ao crescimento econômico real, ou seja, descontada a inflação.

    Com esta postagem, o blog Achados Econômicos inicia a série “O Brasil no Mundo”, em que analisará nos próximos dias os indicadores econômicos de mais de 100 países, com base no banco de dados do FMI, que foi atualizado na semana passada.

    Nessas duas décadas, o melhor momento foi em 2010, quando a economia nacional avançou 7,5% e alcançou a 31ª posição. Naquele ano, o crescimento foi superior ao de importantes países emergentes, como Coreia do Sul, Chile, México e Rússia.

    Ranking 2012

    A economia que mais cresceu no mundo em 2012 foi a da Líbia, com alta de 104,5%. No entanto, deve-se fazer a ressalva de que países em guerra civil ou com grande instabilidade política costumam ter fortes variações no PIB, para cima ou para baixo. Esse crescimento da Líbia, por exemplo, veio depois de a economia encolher simplesmente 62% em 2011.

    Na lanterninha do ranking de 2012 aparece a Grécia, que, depois de dar calote nos investidores e adotar um sofrido aperto fiscal, viu sua economia encolher 6,4%. Foi a quinta retração seguida no PIB grego, que acumula queda de 20% desde 2008.

    Mundo

    No ano passado, o desempenho do Brasil ficou abaixo da média não só da América Latina e do mundo, como também do G-7 (o grupo dos países mais industrializados), o que não ocorria desde 2003.

    pibmundial1

    A variação do PIB de um ano para o outro é importante porque retrata um momento específico.

    Para enxergar as tendências de longo prazo, no entanto, o melhor é usar médias de períodos maiores. O gráfico abaixo mostra que, nos dez anos encerrados em 1993, o PIB brasileiro cresceu a uma média de 2,8% ao ano, um número inferior ao verificado no restante do mundo.

    pibmundial2

    Nos anos seguintes, a economia foi perdendo força até 1999, quando o país teve um desempenho muito pior do que a média dos demais. Houve um salto em 2000, seguido por um período de estabilidade. A partir de 2006, o PIB nacional passou a crescer com mais força, até alcançar a média mundial em 2011. No ano seguinte, voltou a se descolar dos demais países.

    Dito de outro modo, o gráfico mostra que, apesar do “pibinho” do ano passado, no acumulado dos últimos dez anos ainda estamos bem melhor do que os países ricos. Porém, voltamos a crescer menos que a América Latina e do que a média do mundo.

    Fonte, Sílvio Guedes Crespo: http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2013/04/23/brasil-cai-25-posicoes-em-ranking-mundial-de-crescimento-economico/


    Judiciário - Um Poder de costas para o País

    Essa matéria foi publicada em 27/09/2011, mas como continua ATUAL e muita coisa não mudou de lá para cá, resolvi republicar.


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    A Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem. Nas 80 páginas – parte delas em branco – recheadas de fotografias (como uma revista de consultório médico), gráficos coloridos e frases vazias, o leitor fica com a impressão que o STF é um exemplo de eficiência, presteza e defesa da cidadania. Neste terreno de enganos, ficamos sabendo que um dos gabinetes (que tem milhares de processos parados, aguardando encaminhamento) recebeu “pela excelência dos serviços prestados” o certificado ISO 9001. E há até informações futebolísticas: o relatório informa que o ministro Marco Aurélio é flamenguista.

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    A leitura do documento é chocante. Descreve até uma diplomacia judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens possibilitaram “uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano.” Custosas, muito custosas, estas trocas de opiniões. Pena que a diplomacia judiciária não é exercida internamente. Pena. Basta citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Nenhum ministro do STF, muito menos o seu presidente, foi ao velório ou ao enterro. Sequer foi feita uma declaração formal em nome da instituição. Nada. Silêncio absoluto. Por que? E a triste ironia: a juíza foi assassinada em 11 de agosto, data comemorativa do nascimento dos cursos jurídicos no Brasil.

    Mas, se o STF se omitiu sobre o cruel assassinato da juíza, o mesmo não o fez quando o assunto foi o aumento salarial do Judiciário. Seu presidente da época, Cézar Peluso, ocupou seu tempo defendendo – como um líder sindical de toga – o abusivo aumento salarial para o Judiciário Federal. Considera ético e moral coagir o Executivo a aumentar as despesas em R$ 8,3 bilhões. A proposta do aumento salarial é um escárnio. É um prêmio à paralisia do STF, onde processos chegam a permanecer décadas sem qualquer decisão. A lentidão decisória do Supremo não pode ser imputada à falta de funcionários. De acordo com os dados disponibilizados, o tribunal tem 1.096 cargos efetivos e mais 578 cargos comissionados. Portanto, são 1.674 funcionários, isto somente para um tribunal com 11 juízes.

    Mas, também de acordo com dados fornecidos pelo próprio STF, 1.148 postos de trabalho são terceirizados, perfazendo um total de 2.822 funcionários. Assim, o tribunal tem a incrível média de 256 funcionários por ministro. Ficam no ar várias perguntas: como abrigar os quase 3 mil funcionários no prédio-sede e nos anexos? Cabe todo mundo? Ou será preciso aumentar os salários com algum adicional de insalubridade?

    Causa estupor o número de seguranças entre os funcionários terceirizados. São 435! O leitor não se enganou: são 435. Nem na Casa Branca tem tanto segurança. Será que o STF está sendo ameaçado e não sabemos? Parte destes vigilantes é de seguranças pessoais de ministros. Só o então presidente Cézar Peluso tinha 9 homens para protegê-lo em São Paulo (fora os de Brasília). Não é uma exceção: Ricardo Lewandovski tem 8 exercendo a mesma função em São Paulo.

    Mas os números continuam impressionando. Somente entre as funcionárias terceirizadas, estão registradas 239 recepcionistas. Com toda a certeza, é o tribunal que melhor recebe as pessoas em todo mundo. Será que são necessárias mais de duas centenas de recepcionistas para o STF cumprir suas tarefas rotineiras? Não é mais um abuso? Ah, abuso é que não falta naquela Corte. Só de assistência médica e odontológica o tribunal gastou em 2010, R$ 16 milhões. O orçamento total do STF foi de R$ 518 milhões, dos quais R$ 315 milhões somente para o pagamento de salários.

    Falando em relatório, chama a atenção o número de fotografias onde está presente Cézar Peluso. No momento da leitura recordei o comentário de Nélson Rodrigues sobre Pedro Bloch. O motivo foi uma entrevista para a revista “Manchete”. O maior teatrólogo brasileiro ironizou o colega: “Ninguém ama tanto Pedro Bloch como o próprio Pedro Bloch.Peluso é o Bloch da vez. Deve gostar muito de si mesmo. São 12 fotos, parte delas de página inteira. Os outros ministros aparecem em uma ou duas fotos. Ele, não. Reservou para si uma dúzia de fotos, a última cercado por crianças. A egolatria chega ao ponto de, ao apresentar a página do STF na intranet, também ter reproduzida uma foto sua acompanhada de uma frase (irônica?) destacando que o “a experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial”.

    Eu me amo...

    No relatório já citado, o ministro Peluso escreveu algumas linhas, logo na introdução, explicando a importância das atividades do tribunal. E concluiu, numa linguagem confusa, que “a sociedade confia na Corte Suprema de seu País. Fazer melhor, a cada dia, ainda que em pequenos mas significativos passos, é nossa responsabilidade, nosso dever e nosso empenho permanente”. Se Bussunda estivesse vivo poderia retrucar com aquele bordão inesquecível: “Fala sério, ministro!”.

    As mazelas do STF têm raízes na crise das instituições da jovem democracia brasileira. Se os 3 Poderes da República têm sérios problemas de funcionamento, é inegável que o Judiciário é o pior deles. E deveria ser o mais importante. Ninguém entende o seu funcionamento. É lento e caro. Seus membros buscam privilégios, e não a austeridade. Confundem independência entre os poderes com autonomia para fazer o que bem entendem. Estão de costas para o país. No fundo, desprezam as insistentes cobranças por justiça. Consideram uma intromissão.


    Fonte: O Globo - Por Marco Antonio Villa


    http://padilhalauro.blogspot.com.br/2013/04/judiciario-um-poder-de-costas-para-o.html

    quinta-feira, 8 de novembro de 2012

    PACTO FEDERATIVO NO SENADO - ESCLARECIMENTO

    bandeira oficial

    Nota Oficial

    PACTO FEDERATIVO NO SENADO - ESCLARECIMENTO

    O Partido Federalista, na defesa inarredável da Liberdade, da Autonomia e dos inalienáveis Direitos Naturais dos seres humanos, vem de público esclarecer a Sociedade sobre as ações da Comissão do Pacto Federativo, criada no âmbito do Senado Federal e presidida pelo Senador José Sarney.

    1. A citada Comissão (http://www12.senado.gov.br/noticias/pacto-federativo) foi criada em Abril do corrente ano, com o propósito de criar emendas constitucionais e projetos de lei visando “a revisão do Pacto Federativo” abordando temas de ordem tributária, pré-sal, dentre outros.

    2. Ocorre que as medidas lá estudadas e que serão propostas e votadas no Congresso Nacional são, na sua maioria, peças de engessamento do resto de federação que ainda existe no Brasil, ou seja, o tornará um país unitário centralizado próximo do absolutismo. A utilização da expressão “federalismo brasileiro” pelos membros da citada Comissão é, portanto, totalmente inapropriada e fere os melhores princípios éticos e morais por desvio da essência etimológica da palavra “federalismo”.

    3.  A equalização das alíquotas de ICMS em todo o País retirará dos estados o principal instrumento de política fiscal e competitividade, em flagrante desrespeito às características de cada um dentro de um território continental de 8,5 milhões de Km2, em ataque frontal à uma das maiores riquezas de uma Nação: a sua diversidade. A busca frenética da “igualdade” está levando o País, gradativamente, sem que a Sociedade perceba, envolta em promessas de benesses e facilidades, “fim da guerra fiscal”  e o “combate às desigualdades nacionais”  a um modelo neototalitário, perceptível pela visão consolidada de apenas alguns fatos:

    a) Permanência da concentração arrecadatória pelo Governo Central – cerca de 75% de toda a carga tributária nacional;

    b) Permanência da tributação múltipla de todas as cadeias da indústria de produtos brasileiros, cujos preços finais endividam e empobrecem a população e promove progressiva desindustrialização nacional;

    c) Manutenção e aumento da submissão das empresas como coletoras de impostos, em todas as etapas de produção, quando em países livres, a tributação ocorre apenas no consumo.

    d) Engessamento contínuo da atividade político-partidária, com o recrudescimento das regras de propaganda eleitoral, impedindo a prática da democracia na sua forma plena, impondo censura e regras a partir do Poder Central. A promessa de “reforma política” inclui novas dificuldades – ou quem sabe, proibição absoluta - para a criação de novos partidos políticos, ao invés de se discutir cláusula de acesso ao Congresso, por desempenho eleitoral nacional, e existência de partidos locais e regionais, como é nos países livres. A flagrante interferência política e econômica do Governo Central – ou do partido que ocupa o Planalto Central - nas eleições municipais, deixa claro o controle estatal federal – e ideológico - sobre todas as localidades aonde for possível, o que é inconcebível em uma Federação plena. O modelo político é flagrantemente totalitário, deformando tendências e moldando-as aos seus interesses, quando o papel federal deveria ser apenas de moderação, quando necessária, nesses processos.

    e) Manutenção da urna eletrônica como aparato de controle estatal das eleições, tanto na possível manipulação de resultados, quanto na possível identificação do voto dado, que, constitucionalmente deveria ser absolutamente secreto. Nenhum país livre as utiliza. Nenhum país livre tem voto obrigatório. Nenhum país livre possui partidos anacronicamente fechados, antidemocráticos e que servem apenas aos interesses de caciques e apaniguados.

    f) Implantação da biometria no processo eleitoral, sob a promessa de proteger o sistema, como meio de recadastrar e possuir dados digitais de todos os eleitores.

    g) Implantação do chip de controle de circulação de automóveis, já a partir de janeiro próximo, sob a promessa de “coibir furtos e roubos”. Já se sabe que os limites éticos serão novamente ultrapassados, tanto do ponto de vista fiscal quanto de controle total sobre cidadãos. 

    h) Implantação da Carteira de Identidade Única, provida de chip, em todo o País, com a promessa de reunião, em um mesmo documento, de todos os demais. Uma vez implantada, não será difícil que o Estado imponha obrigatoriedade de uso em todos os procedimentos do cidadão, incluindo a compra de um simples refrigerante. O controle do Estado sobre o cidadão será absoluto. Previsão: 2020. Todas as operações financeiras, incluindo cartões de crédito já estão monitoradas pelo Banco Central em convênio com a Super Receita Federal.

    i) Insistência contínua, desde 2002, no controle estatal da Imprensa e da Internet, sob o sofisma de “marcos regulatórios”.

    j) Submissão progressiva e ampliada dos estados e municípios em todos os processos legislativos federais, eliminando competências e capacidade criativa dos mesmos, tudo sempre sob uma “nova ordem nacional”.

    k) Insistência no desarmamento civil, chegando ao cúmulo de se admitir analisar proposta de revisão do último Referendo, uma agressão monstruosa à vontade da Nação.

    l) Progressivo desmonte das Forças Armadas e da sua capacidade de formar cidadãos com base cívica, enfraquecendo o Serviço Militar e a própria atividade profissional, cuja carreira é vocacionada à defesa da Nação.

    m) Destruição dos valores éticos e morais da Sociedade Brasileira, com a relativização e banalização do crime, dos maus costumes, da falta de ética, de caráter e integridade, da desmoralização da política e das Instituições, implantando, progressivamente, o desnorteio social, substituindo valores pessoais e sociais por um “vale tudo” em todos os sentidos.

    n) Imposição do controle social por meio de leis que impeçam e punam a expressão de opiniões, a obrigatoriedade de aceitação de comportamentos alternativos, e a criação de cotas, dividindo a Sociedade, incitando indiretamente o ranço, o ressentimento, e a discriminação em contraposição à Igualdade Civil descrita no Art. 5º da Constituição Federal. Tais imposições criaram o “politicamente correto”, nada mais que uma forma de patrulhamento social em prol de “políticas públicas” impostas por grupos de dominação ideológica e de interesses focados no Poder.

    o) Imposição, ainda que velada, de cartilhas de desorientação sexual para crianças, contrariando toda a técnica pedagógica na construção do caráter e visão de mundo de pessoas em fase de formação, impondo currículos a partir de Brasília, eliminando matérias e temas que possam desenvolver pensamento cognitivo e perceptivo, criando uma legião de “analfabetos funcionais”, focados no hedonismo e sem rumo.

    4. Poder-se-ia preencher dois ou mais alfabetos completos, com o volume de iniquidades e ações do Estado Brasileiro em seu processo estatizante e centralizante, cujo grupo dominante estabeleceu um modelo neototalitário e plutocrático, valendo-se do capitalismo para se manter no Poder, sob a força do “poder da caneta”, os grandes grupos econômicos, nacionais e estrangeiros, em troca de interesses mútuos, subjugando toda a Sociedade Brasileira – mormente a chamada População Economicamente Ativa (empresas médias e pequenas, trabalhadores urbanos e do campo) – a um neo-escravagismo revestido de falsa liberdade e falsa democracia.

    5. À guisa de esclarecimento final, o Federalismo Pleno das autonomias estaduais proposto pelo Partido Federalista difere completamente do “Pacto Federativo” proposto na citada Comissão. O Projeto Federalista amplia sobremaneira as autonomias estaduais nos campos legislativo, tributário, judiciário e administrativo, permitindo ainda, que municípios tenham muita autonomia incluindo a forma de gestão, tais como, a substituição de vereadores remunerados por conselheiros voluntários, e prefeitos por administradores urbanos profissionais formados e contratados para tal finalidade, à escolha de cada cidade. Só o modelo federalista pleno permitirá a Liberdade e Democracia nas suas melhores formas, reduzindo-se efetivamente a burocracia, os custos estatais e o peso do Estado Brasileiro, incluindo as esferas estaduais e municipais, reduzindo-se preços ao nível internacional, aumentando a competitividade real, abrindo as portas para o desenvolvimento sustentável em todos os sentidos, com prosperidade para todos que a buscarem, com a proteção do Estado de Direito, além da Proteção Divina, na forma de mérito de cada um.

    Repudiamos pois, o modelo de “pacto federativo” gestado no Senado, pois o resultado será catastrófico para a Nação Brasileira, que espera, acima de tudo, o respeito e preservação das diversidades, a Igualdade Civil, o direito de busca da felicidade individual, a criatividade local e regional para transformação de problemas em oportunidades de prosperidade para todos, como meio de promover a soma de tudo isso na construção da riqueza de uma Nação, tão prometida na sua Bandeira e Hino Nacional.

    Brasília, DF, 07 de Novembro de 2012

    Partido Federalista

    Thomas Korontai

    Presidente Nacional

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    sexta-feira, 21 de setembro de 2012

    Estudo: por que o horário político é perda de tempo até mesmo para os políticos

    horário-político Em tempos de eleições, candidatos fazem o possível para convencer novos eleitores (e manter aqueles que já os apoiam) a votar neles, inclusive disputar a tapa segundos para falar sobre suas propostas no horário eleitoral. Embora esse tipo de propaganda seja considerado fundamental pela maioria das equipes de campanha, fica a dúvida: funciona? Segundo estudo publicado recentemente na revista Communication Research, não.

     

    “Muitas pesquisas mostraram que nós tendemos a nos expor seletivamente a informações que reforçam nossas opiniões”, lembra a pesquisadora Zheng Wang, da Universidade Estadual de Ohio (EUA). “Contudo, este estudo sugere que, mesmo quando expostos a informação, nossa atenção àquilo que nos é apresentado também é bastante seletiva”.

     

    “Modo ignorar: ligado”

     

    Durante a última campanha presidencial dos Estados Unidos, em 2008, Wang e seus colegas analisaram a reação de 15 estudantes universitários a propagandas eleitorais. Cada um assistiu a 12 propagandas (seis de Obama e seis de McCain) enquanto tinha suas reações fisiológicas (ritmo cardíaco, suor e movimentação dos músculos da face) monitoradas por meio de aparelhos. Depois, os participantes relataram o que achavam dos candidatos de modo geral.

     

    Normalmente, se esperaria que ver o candidato do qual a pessoa não gosta a levaria a ficar irritada ou incomodada. Porém, os resultados mostraram que, na realidade, nós tendemos a simplesmente ignorar as propagandas dos candidatos que não nos agradam: quando os participantes assistiram a essas propagandas, seu ritmo cardíaco desacelerou, e quase não houve movimento de seus músculos faciais, o que os pesquisadores reconhecem como pura falta de interesse.

     

    Contudo, Wang ressalta que a reação das pessoas diante de uma propaganda é “um processo bastante complexo e dinâmico”. “Além disso, um comercial negativo é diferente de outro, em relação à dinâmica de seu conteúdo e a forma como as pessoas reagem com o tempo; e uma versão de 60 segundos pode ter efeitos muito diferentes de uma versão de 30 da mesma propaganda”, acrescenta. Ainda assim, os resultados do estudo devem causar uma certa preocupação em equipes de campanha.

     

    E você, leitor, presta atenção nas propagandas de candidatos de quem você não gosta?

    [LiveScience]


    http://hypescience.com/estudo-por-que-o-horario-politico-e-perda-de-tempo-ate-mesmo-para-os-politicos/

    http://federalismoagora.blogspot.com.br/2012/09/estudo-por-que-o-horario-politico-e.html

    quinta-feira, 13 de setembro de 2012

    O Prejuízo da Petrobrás

    No primeiro mandato do governo Lula foi anunciado ao país, com pompa e circunstância, a autossuficiência energética, seja do etanol, em que seríamos o maior produtor de combustível renovável, como também de petróleo.

    Desde então, o que temos assistido é o colapso da produção de etanol, de um lado, e a Petrobrás deslizando continuamente para sua apropriação indébita por parte do PT e sua "base aliada", vítima de processos irracionais de administração e produção.

    Assim é o modo petista de administrar: a Petrobras apresentou o prejuízo da ordem de R$ 1,346 bilhão no segundo trimestre de 2012. No entanto, é necessário ampliar a análise desse prejuízo para entender como a falta de planejamento estratégico no setor energético, que sempre esteve a cargo da presidente Dilma, desde a posse do presidente Lula em 2003, nos trouxe até aqui.

    Segundo a presidente da Petrobras, Graça Foster, o atual resultado é creditado ao câmbio, ao aumento de importação da gasolina, e aos preços dos combustíveis praticados pela empresa, sob as ordens do Planalto, abaixo dos preços internacionais, num subsídio a toda economia arcado pela estatal.

    A importação de gasolina pelo Brasil cresceu 13% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Na primeira metade do ano, o consumo de gasolina avançou 7% em relação ao primeiro semestre de 2011.

    O governo trabalhava com um cenário de expansão de produção de etanol, o que não aconteceu. Não houve planejamento para aumento de produção de gasolina em território nacional.

    As novas refinarias, todas atrasadas em seus cronogramas, também não estão sendo construídas para aumentar a produção de gasolina, serão focadas na produção de diesel.

    Ou seja, houve uma falha monumental de planejamento estratégico no setor, o que desencadeou a necessidade de importação crescente de gasolina, o que gera dependência externa e instabilidade de preços internos.

    Como é possível o governo incentivar a compra de carros, como foi feito nos últimos anos, sem ter uma correta estratégia de expansão da oferta de combustíveis?

    A política de manutenção dos preços internos da gasolina, descolados dos preços internacionais, é um subsídio que mascara a situação da economia do país.

    Mantém-se o preço, à custa da Petrobras, para que não haja inflação, já que o aumento dos combustíveis impacta nos custos de toda a economia.

    Poderia fazer sentido se fôssemos autossuficientes em petróleo e derivados, mas a alardeada autonomia em petróleo fruto da lorota propagandística do governo Lula durou muito pouco tempo e voltamos a ser importadores e nunca conseguimos autossuficiência em derivados, como a gasolina. O episódio demonstra que não há planejamento estratégico para o crescimento nacional.

    Dessa vez o problema está exatamente no setor que a presidente mais domina: o de energia, o que desmente a sua tão exaltada competência administrativa.

    Os governos Lula e Dilma não conseguiram, até hoje, formular uma política de desenvolvimento nacional, tendo sido guiados pelos ventos internacionais e respondido à conjuntura, sem projetar um futuro para o país.

    (Recebi este texto como sendo de Roberto Freire - não tenho certeza se é dele)